sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

15.ª JORNADA do CAMPEONATO AF BRAGA

BRITO SC vs ADC GUALTAR

Domingo, 01 de Março, 17hoo

Pavilhão da Escola EB 2,3 de Brito

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA A SÓNIA ALVES

Sónia Alves é o membro da equipa técnica da ADC Gualtar responsável pelos assuntos burocráticos. Desempenha também um importante papel junto das atletas, ajudando no bem-estar do grupo. Abraçou esta época este novo projecto, juntamente com a restante equipa técnica, que pertence há 3 épocas.

Sónia na primeira pessoa...

Começou por ser atleta, mais tarde passou para a equipa técnica. De que forma e quando se ligou ao futsal feminino?
O futebol sempre foi um dos meus maiores interesses. Em miúda era uma verdadeira Maria-rapaz. Gostava de jogar futebol, assistir a jogos de futebol, fossem eles qual fossem. O que queria era ver a bola a rolar... Ora isso não era normal para uma miúda. Quando todas as minhas colegas da escola inclinavam para outros desportos, eu juntava-me sempre aos rapazes... era lá que estava a bola! Até que, por volta dos 18 anos, participei em torneios ditos populares, mas na altura de me federar recuei, pois vivia o futebol como um passatempo, não como uma responsabilidade e era assim que queria continuar. Segui outro rumo. Até que surgiu um convite para fazer parte da equipa técnica de um clube local, o Ronfe... era a forma de estar perto do futsal.
E esta época surge ligada a este novo projecto na ADC Gualtar. Como é que tudo aconteceu?
Acompanhei o Bruno e a Estrela nas 2 épocas em que estiveram a representar a ADER Mogege. No final da época passada falaram-me de um projecto. Achei-o interessante e aliciante, pois era uma oportunidade de fazermos algo diferente e de agitarmos um pouco o universo do futsal feminino. Por isso, entre avanços e recuos decidi aceitar o convite. Construímos ideias claras e objectivas do que pretendíamos, os apoios apareceram e naturalmente decidimos avançar.
Muita gente se tem referido à equipa como uma "família", dada a união que existe no grupo. Como é conviver com estas atletas?
É uma enorme satisfação, desde a mais nova à mais velha. É um enorme orgulho ver como todas se apoiam. São uma verdadeira equipa, dentro e fora do campo. Desde cedo que projectamos as coisas de forma a sensibilizar toda a gente para o facto de que, se nos mantivéssemos unidos em todas as situações, fossem elas boas ou más, seria meio caminho para construir uma verdadeira equipa e as atletas assimilaram bem esta ideia. Retiramos qualquer pressão que poderiam ter, passando a ideia de que não interessava o que os outros achavam, mas sim o que nós queríamos e o que pretendíamos. Isto foi e continua a ser o mais importante.
Ao entrar de corpo e alma neste novo desafio, certamente criou determinadas expectativas. A equipa tem correspondido a essas expectativas?
Sem qualquer dúvida, aliás, na minha modesta opinião tem superado essas expectativas em todos os aspectos. As atletas formam um grupo fabuloso e criam um ambiente incrível no balneário. De facto foram criadas muitas expectativas externas, basta verificar que a equipa ainda não estava sequer totalmente formada e já abundavam ideias e comentários acerca da mesma. O que é que se pode exigir a um grupo que se juntou a apenas 6 meses, em que a maior parte das atletas não jogavam juntas?! Absolutamente nada, para além do empenho e do querer aprender a fazer cada vez mais e melhor. E neste aspecto as atletas têm superado tudo e todos. Todos os obstáculos que nos têm aparecido superam com um sorriso na cara e esse sorriso vale muito. Claro que toda a gente gostaria de ganhar algo, também é para isso que trabalhamos, não somos hipócritas ao ponto de não o dizer e digo-o com toda a legitimidade, mas se tal não acontecer ninguém nos pode criticar.
Tal como referi na questão anterior, a sua entrega tem sido total, procurando o bem-estar constante do grupo. Esperava entregar-se deste jeito quando integrou o grupo?
De forma alguma... Eu era apenas elemento da equipa técnica, mas a cada dia que ia passando a entrega foi sendo maior, assim como a preocupação e o sentimento de não deixar nada ao acaso no que respeita ao bem-estar do grupo. Se há algo que nos podemos orgulhar é que temos uma equipa técnica que faz tudo para se manter perto do grupo, quer quando as atletas estão bem quer quando as atletas estão menos bem. Para nós isso é o mais importante, assim como também é uma forma de agradecer tudo o que têm feito e todo o esforço. Neste momento já guardo boas recordações e não há nada que apague isto.
O futsal feminino está em franco crescimento e muito se tem falado da necessidade de um campeonato de âmbito nacional e da reactivação da selecção nacional. Enquanto membro da equipa técnica, como comenta o estado actual do futsal feminino?
Na minha opinião, apesar de achar muito motivador um campeonato nacional e a consequente reactivação da selecção nacional, não acho que estão ainda reunidas condições para que tal aconteça. É necessário incentivar clubes a apostar no futsal feminino. A maior parte dos clubes mantêm as suas equipas com extrema dificuldade, na maioria das vezes com a "bondade" de algumas pessoas que teimam em não desistir. Assim é difícil evoluir, o que é de lamentar, visto que de ano para ano mais atletas ingressam no futsal, vivendo-o como uma paixão.
Para finalizar quer deixar uma palavra a todos quantos acreditam no futsal feminino?
Continuem a acreditar cada vez mais... lutem pelo reconhecimento da modalidade. Encham os pavilhões com alegria, sorrisos e palavras de incentivo para aquelas que tudo fazem parte proporcionar um bom espectáculo. Para as minhas meninas um grande obrigada, pelo esforço, por tudo o que têm feito, pelo que já conseguiram e pelo que sei que ainda irão conseguir. Para a restante equipa técnica fica um obrigada pela oportunidade, pelo companheirismo e pelos momentos de alegria que me têm proporcionado.

CURIOSIDADES

Cor: Branco
Número: 12
Interesses: Futebol, futsal, praia e família
Personalidade: Responsável e honesta
Momento importante: 27/08/1996
Música: This is life
Livro: Visto do céu
Filme: Dirty Dancing
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ADC GUALTAR - 1 : 1 - VIT. GUIMARÃES (4-2 GP)

Ontem foi dia de Taça... jogou-se a meia-final, num encontro que opôs a equipa da ADC Gualtar à equipa do Vitória de Guimarães. O jogo servia para encontrar o finalista que se iria juntar à equipa do Em Diálogo, na final da competição.
Num pavilhão cheio, assistiu-se a um bom espectáculo de futsal, com a equipa da casa a ter as despesas de jogo, do primeiro ao último minuto, mostrando uma grande vontade de vencer.
O Vitória apresentou-se sempre na expectativa e à espera do erro adversário. E foi precisamente através de uma desatenção da guarda-redes da casa que conseguiu inaugurar o marcador. A ADC Gualtar respondeu através de transições rápidas defesa-ataque, que só não resultaram em maior perigo devido às sucessivas faltas sofridas, única forma encontrada pelo Vitória para travar as adversárias.
Na segunda parte a equipa da casa voltou a ser superior, com o Vitória a limitar-se a defender e contra-atacar. Com todas as atletas remetidas na defesa, a tentar evitar a todo o custo o golo, acabaram por fazer uma grande penalidade, ao cortar com a mão, uma bola que ia para a baliza. Nuskinha apontou da melhor forma o golo, que há muito era merecido e que colocava o resultado em 1-1.
O empate não satisfazia a ADC Gualtar e as suas atletas, que mesmo a jogar com 4, fruto da expulsão injusta de Tracy, quase marcavam. Seguiram-se uma bola na barra e duas ao poste e só esta falta de sorte levou a que houvesse prolongamento, no qual nada de relevante aconteceu.
Com o jogo a ter de ser resolvido através de grandes penalidades, a ADC Gualtar conseguiu ver finalmente o seu esforço reconhecido, marcando 4 das 5 penalidades apontadas.
De enaltecer a vontade, o querer e a ambição das atletas da ADC Gualtar, que sempre acreditaram e mostraram grande qualidade, mesmo nos momentos mais difíceis.
A equipa da ADC Gualtar, no seu ano de estreia, atinge assim a final da Taça, sendo de realçar o percurso que realizou na competição, ao afastar primeiro o Maria da Fonte, campeão distrital e finalista da Taça do ano passado e agora o Vitória de Guimarães, que também já venceu a prova.
Uma palavra final, primeiro para os adeptos da ADC Gualtar, que estiveram com a equipa desde o primeiro minuto, e uma outra para o Sr. Hernâni, responsável máximo, pela forma como sempre apostou na equipa e motiva para as vitórias.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA A TITA...

Patrícia, carinhosamente tratada por Tita, veste a camisola 28 da ADC Gualtar. Com apenas 15 anos, iniciou-se esta época no futsal federado e tem mostrado valor e forte determinação.

Fomos conhecê-la melhor...

Queres contar-nos quando e como descobriste o jeito para a bola?
Desde criança que meu pai me incentivava para este desporto e desde então comecei a achar cada vez mais piada e a gostar de ter a bola nos pés. Ganhei um pouco de jeito e também o gosto de praticar este desporto.
E com apenas 15 anos, nesta que é a tua primeira época como federada, surges ligada ao novo projecto da ADC Gualtar. Como é que tudo aconteceu?
Foi a partir do Desporto Escolar. Um professor, conhecido de uma atleta, contactou-me e disse-me que iria surgir uma nova equipa de futsal. Como sabia que eu gostava de praticar este desporto, incentivou-me para que eu tentasse entrar na equipa. Depois fui aos treinos e acabei por ser escolhida pelo treinador.
E o que sentiste quando te foi dada a oportunidade de trabalhar com a equipa da ADC Gualtar?
Foi com grande prazer que ouvi o treinador dizer que ficaria na equipa. Foi uma grande alegria, pois embora não conhecesse a maioria das atletas, deu logo para ver que era um grupo espectacular.
E como podes, nesta altura, classificar esta nova experiência?
Neste momento posso dizer que foi das melhores experiências que já tive, pois além de praticar um desporto que adoro, conheci pessoas espectaculares, sempre prontas a ajudar-me a melhorar nos aspectos onde sinto mais dificuldades no futsal e sem dúvida que são também grandes amigas.
Quando entraste para a equipa certamente criaste determinadas expectativas. A equipa tem correspondido a essas expectativas?
Sim, pois apoiam-me no que preciso e somos acima de tudo uma grande "família", que está e estará sempre muito unida.
Naturalmente que sabes que pertences a um grupo com atletas que jogam há bastantes anos. Sendo uma das mais novas do grupo, como te sentes e como és tratada por todos?
Sou trata, sem dúvida alguma, com muito carinho. Sendo das mais novas sinto que me tratam como tratam todas as outras atletas. Sinto-me, sinceramente, como numa "família"!
E o que esperas desta época?
Espero o que todos esperam ao fazer parte de uma equipa... vencer! Mas para além disso, já tenho o que esperava, o mais importante, que é fazer parte deste projecto e poder também praticar futsal ao lado de grandes atletas.
O futsal feminino está em franco crescimento e muito se tem falado da necessidade de um campeonato de âmbito nacional e da reactivação da selecção nacional. Como atleta ainda jovem, como comentas o estado actual do futsal feminino?
Eu, que estou um há pouco tempo dentro disto, sempre ouvi falar de futsal feminino e penso que sem dúvida nenhuma que o futsal feminino está em grande crescimento e a crescer cada vez mais. Cativa cada vez mais atletas e público, mas sinceramente ainda não dão a este desporto todo o valor que ele merece.
Para finalizar, queres deixar uma palavra para todos quantos vibram e acreditam no futsal feminino?
Para começar gostava de lhes agradecer pois sem eles o futsal feminino não era nada e também aproveitar para pedir que continuem a acreditar e a vibrar, pois todos unidos faremos este desporto crescer ainda mais. E gostaria também de deixar uma palavra de agradecimento para os nossos adeptos que nos apoiam e acreditam sempre em nós, nos bons e maus momentos.

CURIOSIDADES

Cor: Verde
Número: 28
Interesses: Futsal, futebol
Personalidade: Forte
Momento importante: Baptizado da minha afilhada
Música: Várias
Livro: A criança que não queria falar
Filme: Qualquer um desde que seja cómico
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

XII GALA dos TROFEUS "O MINHOTO"

A nossa atleta, Mélissa Antunes, está nomeada, na categoria de Futsal para o prémio "O Minhoto".
Esta iniciativa é promovida anualmente e visa reconhecer publicamente o mérito de atletas, clubes, dirigentes, treinadores e árbitros, que mais se destacaram na práticas das suas modalidades na região do Minho.
A Gala de entrega de Troféus realiza-se amanhã, pelas 20h00, em Ponte da Barca.
À nossa atleta damos os parabéns pela nomeação e desejamos as maiores felicidades.

ADC GUALTAR - 1 : 5 - FC VERMOIM

Realizou-se ontem o grande jogo da 14.ª jornada do campeonato. Defrontavam-se primeiro e segundo classificado, revestindo o jogo de grande importância na luta pelo título. A ADC Gualtar precisava de vencer, enquanto que ao FC Vermoim bastava o empate para se manter em 1.º lugar.
Com o pavilhão cheio, as 2 equipas proporcionaram um bom espectáculo, num jogo aberto e jogado em grande velocidade.
Com uma natural contenção inicial e com as equipas a respeitarem-se mutuamente, a equipa adversária inaugurou o marcador. A perder 1-0 a ADC Gualtar pressionou mais o adversário e acabaria por chegar ao empate, por intermédio de F. Raquel. Ainda antes do intervalo a equipa de Vermoim marcou novo golo, num lance de desatenção da equipa da casa.
Na 2.ª parte, com o resultado desfavorável, a equipa da casa entrou a pressionar. Com o acumular do cansaço e com sucessivas perdas de bola, a equipa do Vermoim marcou mais 2 golos. A faltarem 5 minutos para o final, com o resultado em 3-1 e com a equipa da ADC Gualtar a precisar de ganhar, optou por jogar com guarda-redes avançada, sofrendo mais 2 golos.
No final o FC Vermoim fez a festa, num jogo em que venceu a equipa que conseguiu ser superior, ficando assim com o título mais perto.
Para as atletas da ADC Gualtar fica uma palavra pela atitude demonstrada, pese embora o facto de não terem conseguido mostrar a qualidade a que já nos habituaram.
A última palavra vai para o público, que encheu o pavilhão, que vibrou com os golos e que mostrou que o fair-play evidenciado em campo também chegou às bancadas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA A MÉLISSA ANTUNES

Mélissa Antunes veste a camisola 37 da ADC Gualtar. Ostenta orgulhosamente a braçadeira de capitã, surgindo como a voz de comando de uma equipa que ajudou a construir. Com um jeito inato para tratar a bola, é internacional A e sub-19 de futebol 11, provando que a sua genialidade não se resume apenas ao futsal.

Mélissa na primeira pessoa...


Apesar de jovem, contas já com alguns anos de experiência, primeiro no futebol 11 onde fizeste a tua formação e só depois no futsal. Queres falar-nos do teu percurso desportivo?
Desde cedo que a minha "simpatia" pela bola foi notória e como tal pedi aos meus pais para me inscreverem numa escola de futebol. Passei pelas escolinhas da Fair-play e do Merelinense FC, onde joguei futebol 7. Posteriormente dei um salto para o futebol 11 e entrei no Campeonato Distrital de Iniciados masculinos. Nesses dois anos desenvolvi atributos que hoje se tornam evidentes. Jogar com rapazes requer muita força, garra e muita disciplina.
Aos 15 anos não permitiram que participasse no Campeonato Juvenil masculino e foi então que rumei para a minha categoria... o feminino, ao mesmo tempo que mudei para outro palco... o futsal! Representei o SC Maria da Fonte durante 3 épocas, onde fui campeã distrital por 2 vezes. Actualmente encontro-me a representar a ADC Gualtar.
Descobertos os teus dotes inatos para a bola, despertaste a atenção de todos por onde passaste e aos 16 anos viste o teu esforço reconhecido ao teres a oportunidade de representar a nossa selecção, que aliás continuas a representar. O que representa para ti tudo isso?
É verdade! Aos 16 anos o meu coração disparou de alegria e ansiedade quando me foi dito que fui convocada para a selecção nacional. Foi e é um grande orgulho.
Certamente que sinto o mesmo que todos aquele(a)s que têm a mesma oportunidade do que eu. Este sentimento enche-nos de força porque representamos as nossas cores, o nosso país, a nossa nação.
Pese embora todo esse orgulho e alegria, não jogas futebol 11 e a tua primeira escolha, dos inúmeros convites que recebes, vai sempre para o futsal. O futsal é mesmo a tua paixão?
Como já referi anteriormente, a minha formação foi feita em grandes campos. Gostava e gosto muito de jogar futebol 11. No entanto, aos 15 anos mudei-me para o futsal porque senti que havia mais contacto com a bola e que o jogo podia tornar-se muito emocionante, pois num minuto podem marcar-se vários golos, tornando-se um belo espectáculo. Todas estas condições eram adequadas dadas as minhas características físicas, psicológicas e acima de tudo técnicas. Perante tudo isto, cá estou eu no futsal, onde sou muito feliz!
Conhecida como uma pessoa que luta sempre por aquilo em que acredita, optaste esta época por ajudar a construir este novo projecto na ADC Gualtar. Como é que tudo aconteceu?
Como é sabido obtive inúmeros resultados desportivos no SC Maria da Fonte. Tínhamos uma excelente equipa e um bom grupo, mas senti necessidade de rumar para outro lado. Necessitava de outras responsabilidades para poder crescer. Entretanto, e na devida altura, cruzaram-se na minha vida dois elementos da equipa técnica do Mogege. Sempre demonstraram muito respeito e apreço por mim e com eles algumas das atletas que hoje estão connosco.
Dada a amizade que se criou, surgiu a necessidade de formarmos um grupo "nosso". Não foi fácil reunir as devidas condições, mas com tanta ambição conseguimos quebrar várias barreiras e agora aqui estamos... finalmente juntos!
Naturalmente que deves ter consciência do importante papel que tens no grupo e que o facto de seres capitã te acrescenta responsabilidade extra. Como é trabalhar com este grupo?
É simplesmente fantástico! Eu já conhecia a equipa técnica e grande parte das atletas, tal como já disse, mas sinceramente não estava à espera de tanta alegria e boa disposição, além do imenso respeito, vontade de trabalhar e de crescer que cada pessoa demonstra.
E se me permite, gostaria de prestar uma homenagem a cada pessoa do grupo...
Temos uma F. Raquel muito disciplinada e rigorosa tacticamente, a qual consegue juntar o seu grande espírito de equipa. A nossa Nuskinha é um destaque pela excelente jogadora que é e que alia a esse facto a sua capacidade cooperativa para com o grupo. A Susana tem uma capacidade explosiva incomum e muito tem surpreendido pela humildade demonstrada perante tanta experiência. A Tracy é uma jogadora muito desenvolvida tecnicamente e cheia de boa disposição. A Aurora é uma guarda-redes cheia de agilidade e simpatia. A Bina, apesar de pouco presente, marca-nos sempre pela alegria e capacidade de fazer sorrir. A Marlene demonstra muita vontade em crescer e uma assiduidade importante perante o grupo. A Alex é muito humilde e talvez a jogadora mais esforçada que já alguma vez conheci. A Tita é uma miúda carinhosa e dada ao grupo. A Ka, que se associou a nós mais tarde, é um exemplo de vontade e garra. E por fim temos a nossa Maria, que apesar de muito jovem tem já muita qualidade. A juntar às minhas colegas de grupo temos 4 fabulosos membros da equipa técnica. O Bruno, nosso treinador, destaca-se pela postura, capacidade de liderança e preocupação. Temos também a Estrelinha, que é a nossa estrela da sorte, pois tem uma capacidade única de compreender as suas atletas, aliando o seu oportunismo, dedicação e bom humor. O sr. Fernando, nosso massagista, é uma segurança pela sua formação na área da saúde. Evidencia-se também pela sua boa-disposição empregue no dia-a-dia. Para terminar temos a nossa seccionista, a Sónia, sempre disposta a entregar-se ao grupo, fazendo-o de forma muito emocional.
E é assim que sinto cada pessoa e o grupo. Sinto que somos diferentes e felizes, mas iguais na forma como nos entregamos uns aos outros e na determinação de sermos cada vez melhores.
Nota-se, pelas tuas palavras, que sentes de especial maneira a equipa e que eras capaz de fazer qualquer coisa em prol do grupo. Com que Mélissa pode o grupo contar, até final da época?
É mesmo isso... sinto a equipa de maneira especial, aliás, muito especial. É difícil não sentir dado tudo que elas são. Com uma equipa assim quem não está disposto a entregar-se?!
Eu vou dar tudo porque num meio assim sinto-me capaz de muito, e em campo os resultados que queremos vão aparecer, porque me sinto em grande forma para as ajudar. Forma esta que nasce da felicidade e do orgulho que me proporcionam. E arrisco-me a reverter o ditado, pois para mim também existe uma "mente sã em corpo são".
Perante tanta união e dedicação, sendo a voz de comando do grupo e face ao bom posicionamento da equipa, sentem a pressão de vencerem o campeonato e/ou a taça?
Nenhuma! Temos 4, 5 meses de trabalho em conjunto. Que nos podem exigir? Pressão têm de ter as equipas que trabalham juntas há anos e que precisam de vencer algo para que o trabalho que fizeram e fazem não tenha sido sempre em vão.
Nós trabalhamos sempre no limite para sermos cada vez mais e melhores, embora não tenhamos de provar nada a ninguém. A equipa sabe o que quer e posso garantir que estamos preparadas e que vamos lutar para vencer!
Mas é legítimo que face à classificação actual se pense mais alto...
Já disse isto várias vezes e volto a repetir... a maior vitória que tivemos até hoje é estarmos todos juntos na mesma equipa. Essa foi conseguida e é a mais importante.
Vamos para todos os jogos com a alegria no rosto, com a certeza do que queremos e com muita garra e determinação. Olhamo-nos sempre nos olhos antes, durante e depois dos jogos. Não há nada que pague esta alegria que nos torna únicas.
Respeitamos o papel que cada pessoa desempenha, porque todos são importantes e fazem falta, mas acima de tudo sentimos confiança no trabalho que cada uma faz. Temos a consciência tranquila de que deixamos sempre tudo em campo e que qualquer equipa que nos queira vencer, e aqui acrescento desde que justamente e sem artifícios de outros, tem de ser muito melhor que nós. Aí, daremos os parabéns ao adversário. Não temos nada a perder, antes pelo contrário, muito para ganhar.
É o primeiro ano da equipa, é o primeiro ano de algumas atletas, se conseguirem vencer algo terá certamente forte impacto. Já pensaram nisso?
As pessoas extra equipa pensam mais nisso do que o próprio grupo. Ainda não tínhamos clube e já ouvíamos dizer que éramos candidatos a isto e aquilo.
Criamos a equipa, lutamos jogo a jogo e no fim logo se vê. Se me perguntasse se a equipa merece, isso dir-lhe-ia sem hesitar que sim, porque faz um trabalho sério, porque é um exemplo de união e porque respiramos futsal, em campo, fora dele, no cinema, nas festas que fazemos, etc...
Neste momento, como capitã e como uma das responsáveis pelo projecto, posso garantir que o propósito nunca foi ganhar nada. É óbvio que se a oportunidade surgir não a vamos deixar escapar por nada deste mundo.
Para finalizar e enquanto capitã, queres deixar uma palavra a todos quantos vibram e acreditam na equipa?
Sim, como é óbvio gostaria de agradecer a todos quantos acreditam em nós. Acima de tudo é bom sentir o apreço, pois motiva-nos para fazermos cada vez melhor. Espero poder proporcionar bons momentos de futsal e muitas alegrias a quem sabe apreciar e gosta de nos dar valor. De tudo temos feito para que sintam ainda mais vontade de nos seguir.
Para todos esses desvendo um dos nossos segredos de balneário... aquele grito que damos antes de cada partida e que diz Gualtar, simboliza muito mais que o nome da equipa... significa Garra, União, Alegria, Luta, Tranquilidade, Ambição e Rigor. É isto que sentimos, é isto que prometemos, olhos nos olhos, em cada jogo e sempre!

CURIOSIDADES

Cor: Rosa
Número: 11 e 37
Interesses: Futsal, futebol
Personalidade: Forte, lutadora e generosa
Melhor momento: 11/06/2008
Música: You are loved (don't give up) (Josh Groven)
Livro: O Meu Mundo
Filme: A paixão de Cristo
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ADC GUALTAR - 9 : 1 - ACRS RIBEIRÃO

Mais um jogo, mais uma vitória... E que exibição! Assim vale a pena ver futsal feminino. Foi ontem, pelas 18h30 que a ADC Gualtar recebeu e venceu a equipa da ACRS Ribeirão por 9-1, realizando um grande jogo, com momentos de elevado nível.
Na primeira parte a equipa da casa marcou 7 golos, fruto de jogadas de autêntico hino ao futsal... Excelente a defender a ADC Gualtar não facilitou e mostrou muito querer e vontade. Irrepreensível na defesa, apenas um erro (autogolo) ditou o único golo da equipa visitante.
Na segunda parte e com o resultado em 7-1, a equipa aproveitou para circular mais a bola, construindo belas jogadas, que ainda resultariam em mais 2 golos. Tempo também todas as atletas jogarem e mostrarem que a equipa está bem e recomenda-se!!!
O jogo terminou com o resultado em 9-1, com uma excelente exibição da ADC Gualtar, talvez a melhor da época. A equipa mostrou respirar confiança, numa prova clara que está num crescendo de forma e difícil de parar.

Marcadoras: Nuskinha (3), Mélissa (2), Tracy (2), Susana (1), Ka (1).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

13.ª JORNADA do CAMPEONATO AF BRAGA

ADC GUALTAR vs ACRS RIBEIRÃO

Sábado, 07 de Fevereiro, 18h30

Pavilhão Gimnodesportivo da Morreira - Braga

domingo, 1 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA A JHESSICA TRACY...

Tracy veste a camisola 9 da ADC Gualtar. Atleta com uma qualidade acima da média, foi contratada a meio da época e não hesitou em abraçar este projecto, tornando-se uma mais-valia importante para a equipa.

Tracy na primeira pessoa...

Apesar de jovem, contas já com alguns anos de experiência no futsal. Queres falar-nos do teu percurso desportivo?
Comecei por representar o CF Nogueirense, dois anos depois transferi-me para o Académico Clube de Viana, seguiu-se a CP Freixo, onde fui tri-campeã distrital e venci a taça da AF Viana do Castelo.
Em busca de um novo desafio, rumei à 1.ª divisão nacional de futebol 11, onde defendi as cores do Fonte Boa. Após esta experiência bastante positiva, decidi regressar ao futsal, onde representei o Cidadelhe, depois a ACRS Ribeirão e... cá estou eu na ADC Gualtar.
Mas no início desta época começaste por representar outra equipa e só depois te transferiste para a ADC Gualtar. Como é que tudo aconteceu?
No início da pré-temporada recebi um convite da ADC Gualtar, o qual recusei, no entanto, com a reabertura do mercado de transferências tive novo convite, o qual resolvi aceitar, pois considerei que seria bom para os objectivos que tenho enquanto jogadora e que este seria o momento. Embora reconheça que não tenha saído numa boa altura para a minha antiga equipa, o Ribeirão, e de ter sido uma decisão difícil, pois implicava deixar a equipa a meio, era um passo que teria de dar.
E agora que estás ligada a esta equipa, foi um passo em frente na tua carreira? Sentes mais responsabilidade?
Pode-se dizer que foi um passo em frente, pois tenho objectivos colectivos mas também individuais. Mais responsabilidade? Sinto mais responsabilidade mas apenas porque "quanto maior é o poder, maior a responsabilidade", ou seja, a equipa está no topo da tabela logo os olhares estão mais virados para os passos positivos e negativos que a equipa dê. Há pouca margem para errar e é apenas por isso que sinto mais responsabilidade, porque em qualquer equipa que jogue há que ter responsabilidades, pois as equipas são um grupo e se cada uma não tiver a sua cota parte de responsabilidade, acaba por prejudicar o trabalho das colegas. Também as pessoas que fazem parte do corpo técnico, as minhas colegas de equipa e os adeptos exijam mais, mas não é uma situação pela qual já não tenha passado. Vou trabalhar para poder estar sempre no meu melhor e assim ajudar a equipa a vencer.
Ao entrares de corpo e alma neste novo desafio, certamente criaste determinadas expectativas. A equipa tem correspondido a essas expectativas?
Sim, tinha expectativas e ainda tenho, mas destas expectativas só poderei falar no final se foram correspondidas, mas com certeza que a equipa está preparada para corresponder.
Naturalmente que, apesar de estares há pouco tempo na equipa, já deves ter consciência do importante papel que cada um desempenha e da responsabilidade que tal representa. Como é trabalhar com este grupo?
É positivo trabalhar com este grupo, cada um é idiossincrásico, havendo várias vertentes, o que dentro de um grupo é importante, pois assim debatemos ideias, conhecendo assim os vários ângulos da "questão". Também o facto de haver várias faixas etárias é bom, pois faz com que diariamente aprendamos umas com as outras, o que nos permite um melhor desenvolvimento técnico-táctico e pessoal.
E o que esperas desta época?
Espero lograr as competições em que a equipa está inserida, voltando assim a estar entre a elite do futsal nacional, competindo na Taça Nacional e quem sabe ir mais além...
O futsal feminino está em franco crescimento e muito se tem falado da necessidade de um campeonato nacional e da reactivação da selecção nacional. Como atleta, como comentas o estado actual do futsal feminino?
Considero que há falta de apoio por parte da FPF pois se temos uma selecção universitária vice-campeã mundial é sinal que há qualidade.
À pouco tempo a FPF juntou-se à Federação Académica do Desporto Universitário, apostando no futsal universitário, com a criação de um campeonato universitário e a continuidade da selecção, no entanto, não se entende o porquê de não tentarem fazer o mesmo com os clubes, dando-lhes condições para a realização do tão desejado campeonato nacional.
Quanto à reactivação da selecção nacional, fala-se que é uma coisa sem cabimento devido à falta de competições internacionais, é um facto esta lacuna, no entanto é vergonhoso, e já que chamamos 3.º mundo aos países da América do Sul, que estes mesmos países consigam organizar um campeonato sul americano, mantendo as suas selecções no activo, dando mais motivação às suas jogadoras e a felicidade de poder jogar pelo seu país, dentro da sua modalidade.
Está na hora de pensar mais no futsal e não só no futebol 11 feminino, até porque o número de praticantes de futsal é muito superior aos números de futebol 11.
Para finalizar, queres deixar uma palavra a todos quantos vibram e acreditam no futsal feminino?
Espero que encham cada vez mais os pavilhões, pois é gratificante para nós jogadoras poder jogar com um ambiente assim. Apoiem ao máximo as suas equipas, continuem a acreditar no futsal feminino, pois este ainda trará muitas mais alegrias do que aquelas que já porporciona a cada jornada.

CURIOSIDADES

Cor: azul
Número: 9
Interesses: música e desporto
Personalidade: determinada, frontal e optimista
Momento importante: quando entrei para a faculdade de música
Música: Imortais (Mafalda Veiga)
Livro: nenhum em especial
Filme: O golo.

DEC ARNOSO - 0 : 17 - ADC GUALTAR

Realizou-se ontem mais um jogo a contar para o Campeonato e mais uma vez a vitória sorriu à ADC Gualtar, por números bastante expressivos.
Na primeira parte foram marcados 8 golos e na segunda parte mais 9, resultando no 17-0 para a ADC Gualtar.
Os golos foram quase todos o corolário de belas jogadas de combinação, com a equipa visitante a mostrar momentos de elevado nível e a fazer uma grande exibição.
Destaque para o facto de terem sido utilizadas todas as atletas disponíveis, correspondendo da melhor maneira à chamada e mostrando que estão prontas para os grandes desafios que se aproximam.

Marcadoras: Mélissa (9), F. Raquel (3), Susana (2), Tracy (2) e Marlene (1).