segunda-feira, 27 de abril de 2009

COMUNICADO 04-08/09-DFF

O Departamento de Futsal Feminino da ADC Gualtar vem explicar a ausência na atribuição de prémios e mostrar desagrado pela forma como a equipa foi tratada no Torneio Triangular, organizado pela Associação Restauradores Avintenses.
Agradados com o convite que nos havia sido endereçado, mostramos a nossa indignação pela forma como fomos recebidos e posteriormente submetidos a regras, conforme conveniência, face aos acontecimentos que iam sucedendo.
Honrando o compromisso inicial, a equipa permaneceu e fez os dois jogos de 45 minutos seguidos (apesar de tal só ter sido comunicado no momento) mostrando cordialidade e fair-play nas acções e decorrer dos jogos.
A equipa ADC Gualtar empatou os dois jogos. A equipa do Vilamaiorense empatou um jogo e perdeu outro por 4-1. A equipa dos Restauradores Avintenses empatou um jogo e venceu outro por 4-1. Nas penalidades as três equipas venceram uma vez e perderam outra. Perante estes resultados não corroboramos com a decisão tomada pela organização de atribuir à nossa equipa o 3.º lugar, de acordo com um inexplicável regulamento, que nunca nos foi entregue.
Questionamos a classificação e face à falta de explicação pautável e admissível, optou a equipa pela ausência na atribuição dos prémios, em sinal de protesto e indignação.
Enquanto Departamento da Associação Desportiva e Cultural de Gualtar, nesta ou noutra qualquer situação semelhante, zelaremos sempre pelos interesses e respeito condizentes com o bom nome da instituição que representamos.

TORNEIO TRIANGULAR DO RESTAURADORES AVINTENSES

A equipa da ADC Gualtar participou ontem no Torneio Triangular dos Restauradores Avintenses.
Num torneio ensombrado pela má organização, desde o primeiro ao último momento, realce para as boas exibições da equipa da ADC Gualtar nos dois jogos que disputou.
O primeiro jogo da tarde, que opunha as equipas da ADC Gualtar e do Vilamaiorense, começou com atraso de cerca de meia hora, uma vez que apesar de estar marcado para as 15h00, as duas equipas convidadas esperaram quase uma hora no exterior, pela abertura do pavilhão. Como senão bastasse apenas nessa altura nos foi dado a conhecer que os jogos teriam a duração de 45 minutos seguidos!
Antes de iniciar o jogo, tempo ainda para perceber que também os árbitros não conheciam o regulamento.
Finalmente iniciava a partida. Com as equipas a respeitarem-se e a praticarem bom futsal, a ascendência da ADC Gualtar tornou-se clara a partir dos 10 minutos e só não deu em golo por manifesta falta de discernimento e sorte na finalização, além da boa exibição da guarda-redes contrária. Os intermináveis 45 minutos chegavam ao fim com um empate a zero. Nas grandes penalidades vitória para a equipa de Vila Maior.
Dez minutos para recuperar as atletas e eis que voltávamos a mais 45 minutos de jogo (seguidos!), desta vez contra a equipa anfitriã, a Associação Restauradores Avintenses. Uma equipa fresca e com sede de vitória, porque fazia o seu primeiro jogo.
A classe das atletas da ADC Gualtar veio ao de cima, defendendo de forma eximia, trocando e segurando bem a bola, fazendo jogadas de belo efeito e saindo em rápidos contra-ataques. Assim, o golo da ADC Gualtar aconteceu com naturalidade, por intermédio de Nuskinha, após remate de insistência. A perder por 1-0 a equipa adversária pressionou e as atletas da ADC Gualtar mostraram grande qualidade nas saídas de pressão. Num lance fortuito a equipa da casa chegaria ao empate.
A ADC Gualtar continuou a comandar o jogo e a mostrar qualidade, face a um adversário que mostrava vontade, mas pouca paciência perante a supremacia da equipa contrária. A prova surgiu num lance em que Nuskinha foi agredida sem bola, com uma cotovelada no maxilar esquerdo, obrigando a uma paragem forçada do jogo e respectiva substituição. A adversária levou vermelho e os Restauradores passaram a jogar com 4 atletas. No lance seguinte a atleta da ADC Gualtar Caty foi pontapeada, com os árbitros desta vez a optar apenas por marcar falta e ao contrário!
Com o resultado em 1-1 e já com largos minutos nas pernas, enaltece-se a vontade, querer, determinação e sobretudo qualidade das atletas da ADC Gualtar, que continuaram a imprimir ritmo ao jogo e a criar as melhores oportunidades, primeiro por Calafrio, com a bola a embater na barra e no chão e depois por Caty que atirou ao poste. Terminava o jogo com o resultado em 1-1, e com a ADC Gualtar a levar a melhor nas penalidades.
Após 90 minutos jogados a bom ritmo, ficamos orgulhosos pela prestação da equipa, que se bateu exemplarmente, quer com a equipa do Vilamaiorense (vice-campeã da AF de Aveiro) quer com a equipa dos Restauradores Avintenses (actual campeã da AF Porto).
No outro jogo do dia a equipa anfitriã venceu o Vilamaiorense por 4-1, jogo esse que também teve honras de grandes penalidades(!), das quais os Restauradores saíram vencedores.
Após os jogos e continuando sem regulamento, ficamos sem perceber o critério de atribuição dos lugares às equipas e a surpresa surgiu quando nos foi dito que, de acordo com o tal regulamento utópico, ficaríamos em 3.º lugar!!!
E tudo terminou tal como começou...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ADC GUALTAR no TORNEIO TRIANGULAR do CLUBE RESTAURADORES AVINTENSES

No próximo dia 26 de Abril (Domingo) a ADC Gualtar participará no Torneio Triangular da AR Restauradores Avintenses.
Os jogos realizam-se no Pavilhão da Escola Secundária Diogo Macedo, em Olival, com a seguinte ordem e horários:

15h00 - ADC Gualtar vs ARD Vilamaiorense
16h00 - ARR Avintenses vs ADC Gualtar
17h00 - ARR Avintenses vs ARD Vilamaiorense
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domingo, 12 de abril de 2009

A "FAMÍLIA" RECEBEU PRENDA DE PÁSCOA


Foi hoje oficialmente apresentada Faleka, que representa o primeiro grande reforço da equipa, com vista à próxima época.
A atleta regressa a Portugal após 3 épocas a jogar em Espanha, trazendo consigo uma enorme vontade de vencer.
Após a foto oficial com a camisola da equipa, quisemos saber a razão da sua escolha...


"Apesar dos vários convites escolhi esta equipa, porque é composta por pessoas que sempre me apoiaram e nas quais confio. É um projecto ambicioso, onde poderei também lutar para ser campeã. Penso que desta forma estão reunidas todas as condições para que possa ser feliz, que é o que mais desejo neste regresso ao meu país."

À atleta desejamos as maiores felicidades, esperando que se torne um enorme "calafrio" para as equipas adversárias.

A PÁSCOA em "FAMÍLIA"

Mais uma vez equipa técnica, atletas e adeptos reuniram-se para mais um jogo...
Com alegria e boa disposição, as atletas defrontaram uma equipa composta pelos responsáveis técnicos, adeptos e um dos grandes reforços da equipa para a próxima época.
Tal como é apanágio desta "família", ninguém quis perder e a "luta" rendeu um empate a 3 golos.
Para mais tarde recordar ficam os momentos vividos, que tal como a equipa são únicos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009


O DEPARTAMENTO de FUTSAL FEMININO

da ADC GUALTAR DESEJA a TODOS uma
FELIZ PÁSCOA

segunda-feira, 30 de março de 2009

ENTREVISTA A ESTRELA PAULO

Estrela Paulo é treinadora-adjunta da ADC Gualtar. É carinhosamente tratada por Estrelinha pelas atletas e desempenha o importante papel de estar sempre junto delas, atendendo à vertente psicológica, ajudando no bem-estar de cada uma e consequentemente no bem-estar do grupo. Abraçou esta época este novo projecto, juntamente com a restante equipa técnica à qual pertence há 3 épocas.

Estrela Paulo na primeira pessoa...

Sendo de uma área de formação que em nada se relaciona com o desporto, abraçou o futsal como hobbie. De que forma e quando se ligou ao futsal feminino?
Sim, a minha área não se relaciona com desporto, mas sempre me interessei por essa área até porque já dei aulas a alunos do Curso de Educação Física e Desporto e também pratiquei várias modalidades.
Em 2006 surgiu, com surpresa, um convite da ADER Mogege no sentido de eu e o Bruno apresentarmos um projecto para relançar o futsal feminino, uma vez que tinham perdido todas as atletas. Aceitamos o desafio, porque eu gosto de futsal e o Bruno sempre o praticou. Não foi nada fácil, mas lá se conseguiu construir a equipa. A segunda época do projecto correu melhor e no final e face a todos os imbróglios que vivemos, saímos com a sensação de missão cumprida. O projecto terminou e esse fim coincidiu, precisamente, com a criação do novo projecto na ADC Gualtar.
E é precisamente uma das grandes responsáveis pela criação deste projecto, que é já um projecto vencedor. Quer explicar-nos como tudo aconteceu?
Já se falou algumas vezes da necessidade que tínhamos em juntar um núcleo de atletas que se davam bem, mas que viviam o futsal em equipas diferentes. Tal não fazia sentido, porque cada vez mais havia a necessidade de gritarmos os mesmos golos e partilharmos as mesmas situações de jogo. A solução passava por fazermos um novo projecto, no qual realço a pessoa do Sr. Hernâni, pai da nossa capitã Mélissa, que desde logo disponibilizou os recursos financeiros necessários. Depois só foi preciso clube e aí a escolha recaiu pela ADC Gualtar.
Relativamente à responsabilidade, sinto grande responsabilidade na equipa, tal como sente o Bruno, a Sónia, a Mélissa, a França... fomos nós que a sonhamos, fomos nós que a criamos.
E face a tudo isso e dada a união que existe no grupo, é natural que muita gente se refira à equipa como uma "família". Como é conviver com estas atletas?
Muitas pessoas, externas ao grupo, podem achar estranho referirmo-nos à equipa como uma "família" e até já ouvimos comentários relativamente a isso. Não é uma nem duas pessoas que sentem a equipa assim, somos todos... é um sentimento comum, portanto deve ser respeitado. E se fizermos uma retrospectiva a tudo o que já passamos e vivemos, se lhe disser que as atletas passam grande parte do tempo em minha casa, onde se comportam como em própria casa, posso dizer que somos mesmo uma "família" e não precisamos de laços de sangue para nos sentirmos assim tão próximos. Respeitamo-nos, sentimo-nos e sobretudo estamos sempre lá. As coisas não se explicam... sentem-se. As atletas sabem de que falo... elas com quem convivo diariamente, porque para nós há sempre motivo para nos juntarmos, sabem exactamente o que penso sobre cada uma e que podem contar sempre comigo.
Mais do que ganharem um campeonato ou uma taça são umas verdadeiras campeãs no resto e é assim que têm de encarar tudo na vida.
Ao entrar de corpo e alma neste novo desafio, certamente criou expectativas. A equipa tem correspondido a essas expectativas?
Com atletas como as nossas estão sempre correspondidas e até são fáceis de ser ultrapassadas.
O facto de estarmos todos juntos foi uma vitória mesmo antes de termos jogado o primeiro jogo. A partir daí foi crescer... e que crescimento!!! Crescemos todos e aprendemos com todos, desde as mais novas às mais velhas. Não há expectativas que resistam a tanto.
Tal como se pode depreender das suas palavras, a sua entrega tem sido total, procurando o bem-estar constante do grupo. Esperava entregar-se deste jeito quando integrou o grupo?
Já conhecia grande parte do grupo. Escolhemos as atletas com base em critérios não só desportivos, mas também relacionados com outros aspectos, de forma a conseguirmos harmonia no balneário. Fizemos captações de maneira a preencher a equipa e até nisso, nas pessoas que escolhemos, conseguimos uma simbiose perfeita com o grupo.
Conhecedores do grupo que tínhamos, agarramos algumas atletas que eram autênticos desafios em termos psicológicos e conseguimos tirar o melhor de cada uma.
Se inicialmente sabia que me ía entregar, porque o faço de corpo e alma em tudo aquilo que acredito, os acontecimentos que se sucediam e a grande união levaram a que todos merecessem a minha entrega total, bem maior do que a que estava à espera.
E tudo foi recompensado com um título... neste caso a Taça...
Não. Diria antes que tudo foi sendo recompensado ao longo deste tempo de trabalho, com a simples alegria nos olhares de cada pessoa... Podíamos não ganhar nada que já nos sentíamos recompensados. Fomos uns afortunados em ter este grupo de atletas, em viver as emoções que vivemos. Não se explica...
Mas certamente reconhece que ganhar um título no primeiro ano de formação da equipa é algo fora do comum e que concerteza os deixa ainda mais felizes. Pode comentar?
Sim, pode ser algo fora do comum, pode ser bom para o clube, pode ser uma alegria muito grande, pode ser isto tudo junto, mas para nós é sobretudo o fruto do trabalho que todos fizeram nestes últimos meses e digo isto a todos os níveis e tendo cada um a sua função. Falo também dos sacrifícios que uma ou outra atleta fizeram em prol da equipa. Claro que ficamos felizes e eu mais ainda... por tudo, mas principalmente porque estas atletas mereciam.
E nesta altura será legítimo perguntar pelo futuro...
Não quero estar a fazer futurismo, até porque o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira, mas o que posso dizer é que a equipa vai continuar a treinar como sempre fez e o futuro próximo passa já pela possível participação na Prova Extra. Quanto a mim, vou certamente continuar ligada ao futsal e ao grupo, porque me dá muito prazer fazer o que faço e jamais deixaria um grupo como este. Aliás posso desde já garantir que a "família" se vai manter unida, seja onde for. É nossa intenção manter o grupo, aliás fazemos questão, porque conseguimos construí-lo com uma simbiose quase perfeita e como tal, nada nem ninguém o conseguirá destruir.

CURIOSIDADES

Cor: azul
Número: 33
Interesses: desporto, viajar, ler, pesquisar e escrever
Personalidade: sensível, extrovertida e muito divertida
Momento importante: nascimento da minha filha
Música: Feitiço (André Sardet)
Livro: inevitavelmente o da minha autoria... O Meu Mundo
Filme: The bodyguard (Lawrence Kasdan)
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